quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Disciplina:
Matemática
Escola:
Colégio Municipal Theóphilo Sauer.
Data:
14/09/15.
Ano:
7º ano/Ensino fundamental.
Supervisora:
Aile Pressi
Acadêmicos:
Maria Angelita Barbosa; Maritela Regina Smaniotto, Marta Elisabete Fraga;
Leisle Priscila Beck; Joeli Weber; Leila Leatrice Pacheco.
PLANEJAMENTO
DE AULA PARA EQUAÇÕES DO 1º GRAU
OBJETIVO GERAL
Reconhecer
a linguagem algébrica como instrumento de representação e solução de problemas
através da equação de 1º grau.
OBJETIVO
ESPECÍFICO
ü Reconhecer
uma equação do 1º grau;
ü Equalizar
situações-problema;
ü Criar
estratégias para vencer o jogo;
ü Fixar
conteúdos.
PROCEDIMENTOS
1° passo:
Apresentar-se aos alunos e explicar o que estamos fazendo na escola e o que é o
programa PIBID;
2º passo: Relembrar
aos alunos o conteúdo de equações do 1°
grau utilizando quadro e giz;
3º passo: Dividir a
turma em grupos de 4 alunos;
4º passo:
Explicar o funcionamento e regras do jogo, após dar início.
Modo de jogar:
O professor
apresenta a trilha que deve estar pendurada no quadro negro. Os grupos escolhem
um grampo com a cor que irá representar seu grupo durante a atividade e o
posiciona no local da saída. Cada grupo, na sua vez pré-estabelecida, escolhe o
caminho que quer seguir dizendo a cor da posição que quer ocupar, podendo mudar
a cor escolhida na jogada seguinte. Ao deslocar-se para uma nova casa, a
professora vira a ficha que está encaixada na tabela e mostra ao grupo o que
ele tem que fazer: se tiver uma bomba, o grupo volta para o início da trilha,
se tiver uma situação problema, a professora lê para a turma e dá um tempo para
o grupo resolver. Se o grupo acertar, fica nessa mesma posição, se errar, volta
para a posição anterior. Os demais grupos também resolvem a atividade, caso
acerte, fica com +1 que pode ser usado no caso de encontrar uma bomba no
caminho (não precisa voltar), ou quando errar uma questão (permanece na mesma
casa). Uma vez desvirada, a ficha é retirada da trilha. Ganhará o jogo o grupo
que alcançar primeiro a chegada.
Atividades contidas nas fichas
- 2x = -7
- x - 17 = -9
- y – 14 = 28
- 5k – 3= k + 1
- 3x + 2 = 2x – 11
- 2x = 16
- 2x + 14 = 5x – 1
- 4x - 5 = 6x + 11
- 5x + 4 - 2x = 26 - 3x
- 7x + 4= 5
- 58x – 3x= 2(3x + 9)
- y - 8 + 5y = -3 +2y + 7
- 4t + 9 = 3t + 5
- 10x - 8 - 2 = 7x – 4
- x + 4.(x - 1) = 9 - 2.(x + 3)
- 5.(3x - 2) = 2.(6x + 3)
- 2.(3x-1) + 2 .(3-x)
- O triplo de um número somado a quatro
é igual a vinte e cinco. Qual é este número?
- O quíntuplo do número de meninas do 7º
A menos cinco é igual a 25. Quantas são as meninas do 7º A
- A diferença entre o triplo de um
número e 90 é igual a esse número somado com 48. Que número é esse?
- Um número menos 12 é igual a 3/4 do mesmo
número. Qual é esse número?
- O triplo de um número menos 40 é igual a
sua metade mais 20. Que número é esse?
- A metade de um número mais 10 e mais a
sua terça parte é igual ao próprio número. Que número é esse?
- Sabe-se que 3/5 da idade de Jurandir
menos 15 é igual a Qual é a idade de Jurandir?
- Um número é o triplo do outro. Somando
os dois, obtemos 84. Quais são esses números?
- Somando 5 anos ao dobro da idade de
Sônia, obtemos 35 anos. Qual é a idade da Sônia?
- Um número tem 4 unidades a mais que o
outro. A soma deles é 150. Quais são estes números?
- Numa escola 1/3 dos alunos são meninos e
120 são meninas. Quantos alunos há nesta escola?
- Diminuindo-se 6 anos da idade de minha
filha obtém-se os 3/5 de sua idade. Qual é a idade de minha filha?
- Num campeonato de futebol, as três
primeiras equipes classificadas A, B e C, marcaram 115 gols. A
equipe A marcou 12 gols a mais que a equipe C e oito gols a mais que a
equipe B. Quantos gols marcou cada equipe?
- Jair e Edson têm juntos 35 mil reais.
Jair tem a mais que Edson 6 mil reais. Quanto tem cada um?
- Ary e Rui têm juntos 840 reais. A quantia de Ary é igual
a 3/4 da quantia de Rui. Quantos reais Rui tem?
- Volte
uma casa
- Fique
uma rodada sem jogar
- Cantar
uma música e jogar novamente
- Passa
a vez
- Sorte!
jogar novamente
- Suba
uma casa
ü 10 fichas com desenho de bomba.
Modelo da trilha
Recursos utilizados
·
TNT de 7 cores diferentes
para a confecção da trilha;
·
48 fichas
contendo atividades sobre equações do 1°grau;
·
Caderno, lápis e
borracha;
·
Grampos de
roupa;
·
Quadro e giz.
Duração
A atividade
terá a duração de 2h aula.
O que foi realizado na aula do Pibid
A aula foi ministrada por duas
professoras do Pibid. Ao entrarmos na sala de aula, nos apresentamos e
explicamos o que é o programa Pibid e o que estávamos fazendo ali.
Enquanto uma das professoras
retomou o conteúdo de Equações do 1° grau com a turma, a outra professora fixou
a trilha no quadro e distribuiu as atividades nos bolsos da trilha. A turma foi
dividida em grupos e cada grupo escolheu uma cor para representar sua equipe.
Após, iniciou-se a atividade.
Os alunos participaram da
atividade com muito empenho e conseguiram resolver as atividades contidas na
trilha sem grandes dificuldades.
Foi
considerada satisfatoriamente aula pois todos os alunos participaram de forma
ativa e realizaram todo as atividades.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Atividade que terá no próximo livro do PIBID
MÁGICA E MATEMÁTICA
Público Alvo:
Séries finais do ensino fundamental e ensino médio.
Objetivos:
Compreender o raciocínio lógico existente nas mágicas, identificando cálculos
matemáticos presentes na execução de algumas mágicas e relacionando com a resolução
de problemas matemáticos.
Materiais
necessários: Calculadora; Sarrafo
madeira; Quadro negro e giz .
Descrição
da atividade: Iniciar as apresentações das mágicas.
Após cada apresentação, instigar os alunos a perceber o “truque” utilizado na
mesma. Ao final das apresentações, promover uma discussão entre a turma, dando
foco na importância do raciocínio logico e fazer ligações da mágica com a resolução
de problemas matemáticos.
Mágica
para adivinhar a idade
Adivinhar
a idade do aluno e de um familiar seu. Em um papel o aluno irá realizar o que
será solicitado: Escrever o nome e a idade desse familiar (número com dois
dígitos, 01, 02...). Multiplicar essa idade (do familiar) por dois; Somar cinco
unidades ao resultado obtido; Agora, multiplicar o novo resultado por 50; Se
este ano (2015) você já fez
aniversário, some 1765 ao produto, caso ainda não aniversariou, some 1764; Finalmente
subtrair dessa última soma o ano do seu nascimento.
O
aluno vai obter um resultado de quatro algarismos. Os dois primeiros indicam a
idade do familiar escolhido e os dois últimos a sua idade.
Aparição
do número de telefone na tela da calculadora
A
atividade consiste em fazer aparecer o número do telefone de cada aluno no
visor da calculadora, seguindo os passos abaixo.
Digite os quatro primeiros algarismos
do número de seu telefone. Multiplique esse número de quatro algarismos por 80.
Some um ao produto obtido. Multiplique por 250 o resultado encontrado
anteriormente. Some a esse resultado o número formado pelos quatro últimos
algarismos do mesmo telefone. Some novamente ao resultado obtido anteriormente
o mesmo número formado pelos quatro últimos algarismos do mesmo telefone.
Diminua 250 do resultado anterior. Finalmente, divida o resultado alcançado por
dois, obtendo o número do seu telefone.
O
Número Mágico
A mágica consiste em
escolher um número de três algarismos distintos. Enquanto os alunos escolhem o
número, o “número mágico” 1089 é escrito em um pedaço de papel. Após escolherem
o número, os educandos utilizam a calculadora para efetuar as contas solicitadas
(escreva este número ao contrário e, em seguida, subtraia o menor do maior;
depois, some o resultado obtido com ele mesmo com os algarismos ao contrário)
e, ao final, encontrarão como resultado o número escrito no papel - o 1089 -
que é o número mágico.
A mágica
do sarrafo
O nono truque envolverá o
campo numérico: “A mágica do sarrafo”. O mágico escreve os números
de um a doze, bem espalhados no quadro. O aluno deve imaginar um número de um a
doze, o qual será “descoberto” pelo mágico. Uma vez mentalizado o número,
o mágico começará a bater com um sarrafo em cima dos números escritos no
quadro. A cada batida ouvida, o participante deverá somar uma unidade ao número
pensado. Quando a contagem chegar a vinte, o aluno deverá olhar para o número
que recebeu a batida do sarrafo. Para a sua surpresa, será o número
mentalizado. Para que o mágico acerte o número por todos os alunos, deverá dar
sete batidas aleatórias e, a partir da oitava batida, deverá bater com o
sarrafo em ordem decrescente do doze até um. É conveniente que, após chegar ao
número um, o mágico dê mais algumas batidas aleatórias para despistar.
Resultados finais: Os resultados desta atividade foram positivos
pois quando os alunos compreenderam a
relação entre a mágica e a matemática, principalmente após a realização dos
desafios sendo demonstrados através de cálculos e desvendando algumas mágicas,
a aula tornou-se motivadora e desafiante.
A atividade despertou bastante interesse e
curiosidade dos alunos, pois todos participaram ativamente.
Esta
atividade foi realizada pelas acadêmicas Angelita e Leisle.
Atividades que serão publicadas no proximo livro do PIBID
MÁGICA E MATEMÁTICA
Público Alvo:
Séries finais do ensino fundamental e ensino médio.
Objetivos:
Compreender o raciocínio lógico existente nas mágicas, identificando cálculos
matemáticos presentes na execução de algumas mágicas e relacionando com a resolução
de problemas matemáticos.
Materiais
necessários: Calculadora; Sarrafo
madeira; Quadro negro e giz .
Descrição
da atividade: Iniciar as apresentações das mágicas.
Após cada apresentação, instigar os alunos a perceber o “truque” utilizado na
mesma. Ao final das apresentações, promover uma discussão entre a turma, dando
foco na importância do raciocínio logico e fazer ligações da mágica com a resolução
de problemas matemáticos.
Mágica
para adivinhar a idade
Adivinhar
a idade do aluno e de um familiar seu. Em um papel o aluno irá realizar o que
será solicitado: Escrever o nome e a idade desse familiar (número com dois
dígitos, 01, 02...). Multiplicar essa idade (do familiar) por dois; Somar cinco
unidades ao resultado obtido; Agora, multiplicar o novo resultado por 50; Se
este ano (2015) você já fez
aniversário, some 1765 ao produto, caso ainda não aniversariou, some 1764; Finalmente
subtrair dessa última soma o ano do seu nascimento.
O
aluno vai obter um resultado de quatro algarismos. Os dois primeiros indicam a
idade do familiar escolhido e os dois últimos a sua idade.
Aparição
do número de telefone na tela da calculadora
A
atividade consiste em fazer aparecer o número do telefone de cada aluno no
visor da calculadora, seguindo os passos abaixo.
Digite os quatro primeiros algarismos
do número de seu telefone. Multiplique esse número de quatro algarismos por 80.
Some um ao produto obtido. Multiplique por 250 o resultado encontrado
anteriormente. Some a esse resultado o número formado pelos quatro últimos
algarismos do mesmo telefone. Some novamente ao resultado obtido anteriormente
o mesmo número formado pelos quatro últimos algarismos do mesmo telefone.
Diminua 250 do resultado anterior. Finalmente, divida o resultado alcançado por
dois, obtendo o número do seu telefone.
O
Número Mágico
A mágica consiste em
escolher um número de três algarismos distintos. Enquanto os alunos escolhem o
número, o “número mágico” 1089 é escrito em um pedaço de papel. Após escolherem
o número, os educandos utilizam a calculadora para efetuar as contas solicitadas
(escreva este número ao contrário e, em seguida, subtraia o menor do maior;
depois, some o resultado obtido com ele mesmo com os algarismos ao contrário)
e, ao final, encontrarão como resultado o número escrito no papel - o 1089 -
que é o número mágico.
A mágica
do sarrafo
O nono truque envolverá o
campo numérico: “A mágica do sarrafo”. O mágico escreve os números
de um a doze, bem espalhados no quadro. O aluno deve imaginar um número de um a
doze, o qual será “descoberto” pelo mágico. Uma vez mentalizado o número,
o mágico começará a bater com um sarrafo em cima dos números escritos no
quadro. A cada batida ouvida, o participante deverá somar uma unidade ao número
pensado. Quando a contagem chegar a vinte, o aluno deverá olhar para o número
que recebeu a batida do sarrafo. Para a sua surpresa, será o número
mentalizado. Para que o mágico acerte o número por todos os alunos, deverá dar
sete batidas aleatórias e, a partir da oitava batida, deverá bater com o
sarrafo em ordem decrescente do doze até um. É conveniente que, após chegar ao
número um, o mágico dê mais algumas batidas aleatórias para despistar.
Resultados finais: Os resultados desta atividade foram positivos
pois quando os alunos compreenderam a
relação entre a mágica e a matemática, principalmente após a realização dos
desafios sendo demonstrados através de cálculos e desvendando algumas mágicas,
a aula tornou-se motivadora e desafiante.
A atividade despertou bastante interesse e
curiosidade dos alunos, pois todos participaram ativamente.
Esta
atividade foi realizada pelas acadêmicas Angelita e Leisle.
Título: Uno dos Reais.
Objetivo: Reconhecer os conjuntos numéricos
para que seja possível identificar os elementos pertencentes a cada conjunto.
Público alvo: 1° ano do ensino médio.
Material utilizado: cartolina (quatro cores diferentes),
adesivos com números de 0 a 9, tesoura, plástico adesivo, régua, lápis e
borracha.
Descrição da atividade
Para a confecção do jogo foram
utilizadas quatro cores de cartolina, nas quais foram recortados 108 retângulos
(cartas) no formato 56 mm x 86 mm e colados os números correspondentes às
respectivos conjuntos. Em seguida as cartas foram revestidas com o plástico
adesivo, garantindo melhor acabamento e durabilidade.
Conteúdo do jogo: 108 cartas, sendo: 19 cartas azuis
(conjunto dos números naturais), 19 cartas verdes (conjunto dos números
inteiros), 19 cartas cor de laranja (conjunto dos números racionais), 19 cartas
roxas (conjunto dos números irracionais) e 32 cartas de ação (6 cartas
converter, 8 cartas desafio, 8 cartas coringa, 6 cartas pular, 4 cartas com os
desafios descritos ).
Objetivo do jogo: associando corretamente cada carta a
seu conjunto correspondente, ser o primeiro a ficar sem cartas na mão em cada
rodada e marcar pontos pelas cartas das mãos dos adversários. Os pontos das
rodadas são acumulados e o primeiro jogador a atingir 400 pontos é o vencedor.
Preparação para o jogo: 1.
Cada jogador compra uma carta. O jogador que tirar o maior número é quem vai
distribuir as cartas, sete para cada participante. 2. O restante das cartas deve ser virado para baixo, formando uma
pilha de compras. 3. A carta do topo
da pilha deve ser virada para iniciar uma pilha de descarte.
Modo de jogar: O jogador à esquerda de quem estiver
distribuindo as cartas começa o jogo. Na sua vez, o participante deve combinar
uma carta da sua mão com aquela no alto da pilha de descarte, seja pela cor ou
associando o número da carta ao conjunto a que ela pertence. Caso não tenha uma
carta que corresponda à pilha de descarte, deverá comprar uma da pilha de
compras. Se a carta que tirou puder ser descartada, esta poderá ser jogada
imediatamente. Caso contrário, passa a vez.
Ao final do jogo, quando algum
participante jogar a penúltima carta da mão, deverá gritar “uno”. Se não gritar
e alguém descobrir, deve comprar duas cartas. Assim que um jogador ficar sem
cartas, o jogo termina. Os pontos devem ser contados e uma nova partida poderá
ser iniciada. O vencedor do jogo será o integrante que primeiro atingir 400
pontos.
Pontuação: O primeiro jogador a ficar sem cartas
recebe os pontos das cartas de cada adversário: cartas numeradas valem 10
pontos; as cartas “comprar duas”, “inverter”, “pular” e “desafio” equivalem a
20 pontos e o coringa, a 50 pontos.
Funções das cartas de
ação: carta inverter:
o sentido do jogo será invertido; carta pular: o próximo jogador perde a vez;
carta desafio: o jogador ao qual esta carta é jogada deve escolher entre
comprar duas cartas ou aceitar o desafio associado ao número da carta. O número
da carta deve ser comparado ao número da lista de desafios para saber qual será
o desafio a ser cumprido; carta coringa: o próximo jogador escolhe comprar duas
cartas ou aceitar o desafio correspondente ao número da carta.
Resultados finais
Por meio desta atividade foi possível perceber que a utilização de atividades lúdicas e materiais
concretos nas aulas de matemática é algo indispensável nos dias atuais. Com o
Jogo dos Reais, os alunos conseguiram ligar cada número a seu respectivo
conjunto, sendo notável a facilidade na aprendizagem e na fixação do conteúdo,
bem como o entusiasmo ao participar da atividade que foi proposta.
domingo, 21 de setembro de 2014
Nosso resumo expandido para Santa Maria
A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA ATRAVÉS DA APRENDIZAGEM
SIGNIFICATIVA DE FRAÇÕES
Ailê Pressi
Especialista em metodologia de ensino- FACCAT
aile.pressi@bol.com.br
Ana Regina da Rocha Mohr
Faculdades Integradas de Taquara- FACCAT
Angélica Vanessa
da Silva Prado
Faculdades Integradas de Taquara-
FACCAT
Maria Angelita Barbosa
Faculdades Integradas de Taquara-
FACCAT
Pedro Zenar schein
Coordenador professor do PIBID
Resumo
expandido
O
presente estudo tem a prioridade de observar a apropriação significativa sobre
o ensino de Frações para os educandos do 6º ano do Ensino Fundamental.
Após
realizada uma sondagem com esses alunos no primeiro semestre de 2014,
verificou-se relatos desses aprendentes sobre as dificuldades encontradas nesse
assunto, apesar do mesmo ser utilizado no contexto individual e social, pois
está presente nas ações cotidianas. Por isso, procurou-se abordar o assunto
sobre Frações através de uma metodologia que facilite a construção desse
conhecimento pelos alunos por meio de materiais concretos e manipuláveis,
realizando atividades que possam contribuir para uma aprendizagem significativa.
Segundo
Freire (2003), para que se tenha um aprendizado significativo o professor deve
considerar o conhecimento prévio do aluno referente ao assunto que será
desenvolvido e também estimulá-lo a participar ativamente na aula ao introduzir
um novo conteúdo.
Optou-se
por fazer a coleta de dados (pesquisa qualitativa e quantitativa) em uma escola
pública municipal de Taquara/RS com uma turma de 26 alunos, sendo 5 meninos e 21
meninas, com idades de 11 a 13 anos. Realizou-se alguns procedimentos para a
coleta de dados conforme descreve-se a seguir.
Em
parceria com as crianças definiu-se o tema e como o mesmo seria desenvolvido, procurando
aceitar sugestões de aplicações com objetivos relacionados ao conteúdo e à
realidade dos discentes em questão, considerando seus conhecimentos prévios
sobre Frações. “Aprender e ensinar frações pode ser muito simples, desde que
não façamos algo mecânico e sim algo pensado” (SILVA, 1997, p. 210).
Iniciou-se com uma dinâmica grupal, cujo objetivo seria o de compartilhar
um presente entre todos, criando juntos os primeiros significados concretos
sobre Frações. Logo após, fez-se um breve histórico do surgimento e a utilidade
desse conteúdo no cotidiano e sucessivamente um circuito de atividades
diversificadas de acordo com o planejamento criado pelos docentes do PIBID/MATEMÁTICA/FACCAT.
Conforme
Libâneo (1994, p. 226), “o planejamento escolar é uma atividade que orienta a
tomada de decisões dos professores em relação às situações docentes de ensino e
aprendizagem, tendo em vista alcançar os melhores resultados possíveis.”
O
professor deve ser um colaborador e orientador ou seja realizar um trabalho
coletivo em sala, resultando com isso muitos benefícios, como trabalhar valores,
além da sua disciplina em questão.
Isso
porque “o papel do educador está em orientar e mediar situações de aprendizagem
para que ocorra a comunidade de alunos e idéias, o compartilhamento e a
aprendizagem colaborativa para que aconteça a apropriação que vai do social ao
individual” […] (FARIA, 2004, p.58).
Planejamento
de atividades realizadas pelos pibidianos:
1ª atividade.
Usando uma folha de ofício, criar tiras através
de dobraduras, analisando o conceito de equivalência e
comparando as frações. Recortar um meio, um terço, um quarto e assim
sucessivamente.
2ª atividade.
1º) Explicar que a atividade será
realizada através de dobraduras e pinturas.
2º) Distribuir folhas de ofício cortadas
pela metade ficando 5 partes para cada aluno.
3º) Em uma folha representar 1 inteiro.
4º) Nas outras folhas representar 1
meio, 1 terço, 1 quarto e 1 sexto.
5º) Fazer relação com frações
diferentes entre si.
6º) Desenvolver cálculos usando as 4
operações de frações com denominadores iguais e diferentes.
3ª atividade.
Tudo vira pizza
Foi utilizado 15 pratos
contendo o modelo de pizzas divididas em quatro, oito e doze partes iguais.
Fichas com frações: cerca
de 60 pedaços de pizzas de diferentes tamanhos de 1/4, 1/8 e 1/12.
Os alunos deverão ir
pegando as peças e ir montando sua pizza ou trocar por peças equivalentes.
Através de diversas observações em sala de
aula, pode-se notar que uma das grandes dificuldades de trabalhar com frações
no 6º ano é o fato de que os alunos não percebem um racional representado por
fração como um número. Muitas vezes consideram isoladamente o numerador e o
denominador, o que mostra a dificuldade de apropriação desse conceito.
Constatou-se
através dos dados obtidos nessa pesquisa que os discentes em questão se
apropriaram dos conhecimentos mediados pelos pibidianos, denotando a
importância do PIBID na prática em sala de aula.
Assim
é possível afirmar que o PIBID é um programa que auxilia na formação do
acadêmico/pesquisador promovendo a tomada de consciência de que é necessário
planejar as aulas, utilizar material manipulativo para instigar os alunos à
construção do conhecimento e desenvolver competências e habilidades que esse
acadêmico/pesquisador só observa quando coloca em prática as ações propostas
pelo PIBID (SCHEIN, 2013, p. 130).
A maior
constatação a qual chegou-se é sobre o fato de que a metodologia de ensino da matemática
precisa mudar. É preciso modificar o modo do professor agir em sala de aula,
enquanto docentes, terminando de vez com o processo de ensino mecânico de
Frações, qualificando a educação a partir de uma base que norteie práticas
significativas e, portanto, acabem por mobilizar o desejo dos alunos, ou seja,
a necessidade de assimilar os conteúdos durante os desafios propostos.
Palavras-chaves:
Ensino de Frações; PIBID; Aprendizagem.
Referências
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.
27.ed. São PAULO: Paz e Terra, 2003
LARA, I. C. M. de. Jogando com a matemática de 5ª a 8ª série. São Paulo; Rêspel, 2003.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
SCHEIN, Z. P. A formação do professor de
Licenciatura de Matemática que integra o PIBID. In: REINHEIMER, D. N. et.
al. PIBID/FACCAT: práticas inovadoras na
formação de professores e integração escola/IES:História/Letras/Matemática/Pedagogia.
São Leopoldo: Oikos, 2013, p. 124-131.
SILVA, M. J. F. da. Sobre a introdução do conceito de números fracionários. 1997. 245f.
Dissertação (Mestrado em Ensino de Matemática) - Pontifícia Universidade
Católica, São Paulo, 1997. Disponível em <http:// www.pucsp.br/pos/edmat/ma/SILVA.
Acesso em 20/05/2014.
FARIA, Elaine Turk. O professor e as novas tecnologias. In; Enricone, Délcia (org).
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